Encontro com Crib Tanaka hoje no lançamento de seu livro "À superfície", na Travessa de Ipanema. Já era mais do que hora de Crib publicar! Sua criatividade e autenticidade são incríveis. Desejo-lhe todo o sucesso!
21.9.17
13.2.13
Ó minha velha alma
quando foi que te perdi?
quando foi que te perdi?
quando foi que te transformaste
nessa estranha que vaga pela casa no escuro?
antes éramos um
inexpugnável contra a vida
mas agora ela invadiu tuas defesas
e venceu.
Do outro lado do abismo
dormes um sono inquieto
e eu observo
o cadáver insepulto do nosso amor
se decompor no carretel das horas.
O passado
Há um botão secreto
no subsolo de minha alma;
ele paralisa o Tempo
e suas damas de companhia, as Aflições.
No mais das vezes
venta e chove na 'situation room'
e os caminhos que levam ao painel
são tão tortuosos quanto o labirinto de Dédalo.
Eis que chega você
e basta seu encanto para decriptar a senha:
que revelação!
Na tarde invernal da cidade de São Sebastião
meus olhos se enchem d'água
e eu agradeço, em mesura antiga,
para disfarçar o impacto.
Que estes versos beijem
todas as suas partículas
e gravem para sempre em suas retinas
a beleza plena de um breve encontro.
Há um botão secreto
no subsolo de minha alma;
ele paralisa o Tempo
e suas damas de companhia, as Aflições.
No mais das vezes
venta e chove na 'situation room'
e os caminhos que levam ao painel
são tão tortuosos quanto o labirinto de Dédalo.
Eis que chega você
e basta seu encanto para decriptar a senha:
que revelação!
Na tarde invernal da cidade de São Sebastião
meus olhos se enchem d'água
e eu agradeço, em mesura antiga,
para disfarçar o impacto.
Que estes versos beijem
todas as suas partículas
e gravem para sempre em suas retinas
a beleza plena de um breve encontro.
17.4.12
Prezados, quem quiser adquirir meu livro "Daniela e outras histórias pode fazê-lo no endereço
http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=&idProduto=791
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13.4.12
10.8.11
11.5.11
Tempo, eu imploro, me ouça: volte
e me deixe recolher o amor exposto,
causa do meu dest(erro).
Razão! Embora arredia,
não me abandone.
É o seu colo que me resta hoje.
Esperança: vá se deitar, criatura,
que seus adágios só trazem soluços
e tremores.
Escurece... e na estrada esburacada da alma
uma barreira lentamente desliza para o rio.
Caronte sorri.
e me deixe recolher o amor exposto,
causa do meu dest(erro).
Razão! Embora arredia,
não me abandone.
É o seu colo que me resta hoje.
Esperança: vá se deitar, criatura,
que seus adágios só trazem soluços
e tremores.
Escurece... e na estrada esburacada da alma
uma barreira lentamente desliza para o rio.
Caronte sorri.
18.10.10
8.9.10
Minicontos do desconforto - 101
Passou a vida toda em busca da sabedoria definitiva. Debruçou-se sobre tratados, compêndios, volumes, pinturas, fotos, mapas, sites, blogs, tweets, viajou sem cessar. Concluiu, enfim, que alcançara seu objetivo. Preparou-se para escrever a enciclopédia que iria revolucionar os conceitos universais.
Foi quando uma criança de cinco anos lhe mostrou um objeto que não conhecia.
Passou a vida toda em busca da sabedoria definitiva. Debruçou-se sobre tratados, compêndios, volumes, pinturas, fotos, mapas, sites, blogs, tweets, viajou sem cessar. Concluiu, enfim, que alcançara seu objetivo. Preparou-se para escrever a enciclopédia que iria revolucionar os conceitos universais.
Foi quando uma criança de cinco anos lhe mostrou um objeto que não conhecia.
1.9.10
10.8.10
27.7.10
Bacana mesmo é descrever o amor
e o magnetismo irreprimível
que faz a alma estremecer
diante da beleza dela.
Mas ultimamente é outono aqui dentro
e só há folhas rodopiando
nas margens das veias entediadas;
o vento respirado
só traz odor de passado e saudade
e as retinas não captam mais
os sinais de encantamento que ela emite.
O inverno logo virá para o abraço
Tão branco e antisséptico
quanto as crenças materialistas dos sabidos de plantão.
Bacana não é saber, é se entregar
e se fazer um com ela, com tudo.
Mas o inverno vem, com o tempo nos ombros
e rindo com dentes perfeitos
das nossas paixões ansiosas.
Quem escapará da neve sem trilhas?
Não eu, um poeta sem rumo desde sempre;
não eu, um menestrel de dedos enrugados;
não eu, um ponto e vírgula suspenso no texto.
e o magnetismo irreprimível
que faz a alma estremecer
diante da beleza dela.
Mas ultimamente é outono aqui dentro
e só há folhas rodopiando
nas margens das veias entediadas;
o vento respirado
só traz odor de passado e saudade
e as retinas não captam mais
os sinais de encantamento que ela emite.
O inverno logo virá para o abraço
Tão branco e antisséptico
quanto as crenças materialistas dos sabidos de plantão.
Bacana não é saber, é se entregar
e se fazer um com ela, com tudo.
Mas o inverno vem, com o tempo nos ombros
e rindo com dentes perfeitos
das nossas paixões ansiosas.
Quem escapará da neve sem trilhas?
Não eu, um poeta sem rumo desde sempre;
não eu, um menestrel de dedos enrugados;
não eu, um ponto e vírgula suspenso no texto.
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